A maioria dos atletas experientes presta mais atenção ao índice glicêmico das suas fontes de carboidrato do que nas calorias fornecidas por eles. (lembre-se: alto índice glicêmico significa alta produção de insulina! Quanto maior a presença da insulina no corpo, menor será a utilização da gordura como fonte de energia).
O açúcar das frutas pode ser natural, mas não é por isso que está “liberado” para todos e em todas as quantidades, já que seu consumo exagerado pode atrapalhar a perda de gordura, especialmente se forem consumidas na forma de extrato ou suco.
Detalhe: a presença das fibras nas frutas consumidas com casca pode retardar o processo de assimilação dos nutrientes e agir como um regulador. Outro fato é que a frutose precisa ser convertida em glicose no fígado antes de ser utilizada pelo corpo como energia, no entanto se esse fígado já estiver repleto de glicogênio, ele não converterá frutose em glicose, e sim em gordura.
Segundo os pesquisadores, os melhores horários para o consumo das frutas é imediatamente após o treino (aquelas de índice glicêmico médio ou alto como papaya, abacaxi ou melancia) e também junto às refeições (no caso das frutas pequenas com casca e índice glicêmico baixo, como maçãs ou pêssegos).
No entanto, se o seu objetivo é reduzir a gordura ao máximo possível, aquelas frutas (e sucos) de índice glicêmico elevado devem ser abolidas da dieta. Vale lembrar também que a frutose é o “açúcar” que mais estimula a liberação de insulina – hormônio que quando liberado, pára todo processo de lipólise (“queima” de gordura) bem como diminui o ritmo de síntese muscular por sua função ser exatamente a de reservar energia a qualquer custo.
Isto nos leva a uma reflexão: que tipo de reserva seu corpo fará diante de uma pouca quantidade de energia disponível para tal, mas com uma alta demanda? Qualquer uma, menos massa muscular. Não se esqueça que massa muscular também é fonte de energia e enquanto os nutricionistas se desdobram para desenvolver (segundo o biótipo do atleta) uma dieta para que ele possa transformar o excesso (calculado) de calorias em síntese muscular, o mesmo, ao se alimentar de frutas sem nenhum critério de utilização está simplesmente fazendo o inverso com maestria: perdendo massa muscular para poupar energia e acumulando gordura, já que esta é extremamente econômica para ser estocada como fonte de energia em ambientes de estresse, ou seja, qualquer situação em que seu corpo careça de nutrientes além dos limites dos estoques de mobilização imediata.
Fonte: Carlos Eduardo Saporito
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